terça-feira, 11 de março de 2008

Alimentos Funcionais














“A importância de uma alimentação equilibrada na manutenção da saúde e do bem-estar tem despertado interesse junto da comunidade científica, a qual elaborou inúmeros estudos com o intuito de comprovar a acção de determinados alimentos na prevenção ou no tratamento de doenças. Surgiu, assim, uma nova categoria de alimentos: os chamados alimentos funcionais.”

Com o aumento da esperança média de vida dos portugueses e a crescente manifestação de doenças crónicas verifica-se uma crescente preocupação, por diversas partes, com a “nossa” alimentação.

Na década de 80, foram estudados, no Japão, alimentos que, além de satisfazerem as necessidades nutricionais básicas, desempenham efeitos fisiológicos benéficos. Em 1999, uma nova categoria de alimentos foi desenvolvida, recebendo a denominação de “Foods for Specified Health Use”, que em português se chama Alimentos Funcionais ou Nutracêuticos.

Alimentos funcionais são aqueles que produzem efeitos metabólicos ou fisiológicos, devido à presença de um nutriente ou não nutriente com efeitos no desenvolvimento, no crescimento, na manutenção e noutras funções normais do organismo humano, ou seja, o alimento (ou ingrediente) deverá desencadear efeitos benéficos à saúde e também deverá ser seguro para o consumo sem supervisão médica.

É importante salientar que, antes do produto ser considerado um alimento funcional, deve ser submetido a vários estudos científicos, para comprovar a sua eficácia e a segurança no seu consumo, só depois poderá ser comercializado.

As propriedades benéficas dos alimentos funcionais podem ser provenientes dos constituintes naturais desses alimentos, como é o caso das fibras e dos antioxidantes, que estão presentes nos vegetais, frutas, legumes e nos cereais integrais; ou através da adição industrial de determinados ingredientes/ compostos para melhorar ou enriquecer os alimentos na sua forma original. No entanto, o alimento funcional não substitui o alimento de onde o ingrediente/ composto funcional foi retirado, uma vez que este apenas apresenta uma característica do mesmo.


COMER BEM

A alimentação é essencial para o bem-estar, para a nossa saúde e para o desempenho profissional ou escolar, entre tantos outros factores. No entanto, os novos estilos de vida e os seus actuais ritmos condicionam os espaços destinados às refeições e, por vezes, levam-nos a recorrer a estabelecimentos de fast-food. Actualmente, estes estabelecimentos têm já disponíveis menus mais saudáveis e equilibrados, para além do excesso de carne, molhos, refrigerantes, batatas fritas e outros alimentos fritos. O importante é saber-se efectuar as escolhas mais correctas porque não haverá bem-estar sem alimentação equilibrada.

"9 CONSELHOS ÚTEIS PARA QUEM TEM DE CONSUMIR FAST-FOOD


1. Comece a refeição com sopa de legumes.
2. Prefira sanduíches de pão escuro ou integral.
3. Escolha saladas compostas, que incluam um fornecedor de proteínas, como frango, ovo, atum, salmão ou queijo.
4. Peça para servirem os molhos à parte e modere o seu consumo.
5. Prefira pizzas vegetarianas, com fruta e poucos produtos de charcutaria. Peça para reduzirem a quantidade de queijo.
6. Evite tartes, folhados e empadas que, normalmente, têm muita gordura.
7. Se é fã de batatas fritas, lembre-se que não precisa de comer a dose inteira. Pode sempre substituir uma parte por salada.
8. Beba água, bebidas light ou sumo de frutas.
9. Deixe de lado fundamentalismos. Uma vez por outra, não faz mal a ninguém comer um cachorro com batatas fritas ou um hambúrguer e um refrigerante de cola."


Retirado do artigo “Comer bem, viver melhor”, Lília Amaral – Lic. Farmácia, Tecn. SUP DGV – e Olívia Pinho – Nutricionista, Profª da FCNAUP – da revista “Viver saudável”.

segunda-feira, 10 de março de 2008

A Escolha é Sua !

Aprenda a Comer Melhor

Comida rápida faz mal ao fígado e bem ao "bom colesterol"



Comer "fast-food" durante um mês pode revelar-se devastador para o fígado mas aumentar os níveis do "bom colesterol", sustenta um estudo sueco.

Investigadores da Universidade de Linkoping, na Suécia, pediram a 12 homens e seis mulheres, de 30 anos, magros e saudáveis, que tomassem duas refeições diárias num restaurante de comida rápida durante um mês.

Foi-lhes solicitado também que limitassem a sua actividade física.

Os resultados foram surpreendentes.

Um dos voluntários teve de ser excluído do estudo porque a taxa de ALT, enzima "alanina aminotransferase" cuja posologia permite diagnosticar certas doenças do fígado, como a Hepatite C ou a cirrose, era dez vezes superior à normal, indicou Frederik Nystrom, um dos autores da investigação.

Por outro lado, para 11 dos 18 inquiridos, incluindo os que nunca tinham ingerido bebibas alcoólicas, os níveis de ALT atingiram um estado que normalmente é associado a problemas no fígado.

O estudo, que foi publicado quinta-feira na revista da Associação Médica Britânica Gu, concluiu que "a taxa de colesterol HDL aumentou verdadeiramente durante quatro semanas" e que existe uma "ligação entre o aumento das gorduras saturadas e a subida da taxa do bom colesterol", segundo o investigador Frederik Nystrom.

O colesterol HDL ou "bom colesterol" é considerado benéfico para a circulação sanguínea, evitando enfartes e derrames.

domingo, 9 de março de 2008

A Hormona da Fome

Descoberta em 1999, a Grelina foi a hormona associada à sensação de fome e estimulante de apetite.

É produzida na sua grande maioria pelo estômago; este, quando fica vazio, intensifica a secreção da grelina, a hormona actua no cérebro dando a sensação de fome. Quando comemos a secreção de grelina diminui e a sensação e fome passa.

Contudo não se pode atribuir à grelina a inteira responsabilidade pelo fracasso das dietas!